Cemig ganha nova estrutura operacional

A Cemig realizou, nesta sexta-feira (9/8), a maior reestruturação de sua história, com a redução de um quarto dos cargos de liderança, equivalente a 44 posições de Superintendência e Gerência. Ocupantes desses cargos foram remanejados para outras funções, mas também podem aderir a um programa específico de desligamento voluntário que foi aberto para esse público.

A reestruturação organizacional é resultado de um estudo desenvolvido nos últimos meses, apoiado por uma das maiores consultorias empresariais do mundo, e trará mudanças significativas para a gestão da Cemig, proporcionando maior fluidez no seu processo decisório e interação entre as diversas áreas e processos.  Não houve alteração no atendimento ao cliente externo, que está sendo considerado como prioridade máxima pela companhia.

“Essa operação faz parte do planejamento de reestruturação da empresa, com foco na maior eficiência, melhores resultados e sustentabilidade. Queremos que a Cemig seja reconhecida, em pouco tempo, como a empresa que atende com maior qualidade e mais eficiência as demandas dos seus clientes”, afirmou o presidente Cledorvino Belini.

Consolidação

Belini assumiu a presidência da Cemig em fevereiro deste ano, e, em menos de dois meses, já dava exemplo de austeridade na gestão dos recursos pagos pelos consumidores na conta de luz. Com a autorização dos conselheiros, ele determinou o corte de custos na alta administração, com a redução de 11 para 7 diretorias da empresa de energia elétrica mineira, além de expressiva redução do Conselho de Administração e assessores.

Este ano, também houve a redução de 602 empregados que aderiram ao Plano de Desligamento Voluntário Programado, lançado pela empresa, e a contratação de 111 novos eletricistas, técnicos e engenheiros aprovados em concurso para aprimorar os serviços das áreas operacionais.

Com as mudanças anunciadas nesta sexta-feira, o presidente consolida o planejamento mais adequado para a estrutura da empresa, dentro de uma visão de orientar a organização para os negócios principais, como vinha buscando desde o início de seu mandato. Além disso, a extinção dos níveis hierárquicos em diversos processos permitirá a redução das distâncias entre a formulação e a operacionalização das estratégias definidas, permitindo mais agilidade, dinamismo e eficiência à corporação.

Do ponto de vista organizacional, ampliou-se o compartilhamento das áreas de suporte, que passaram a ser subordinadas à Presidência, o que permite a redução de custos, enquanto a maior rapidez do processo decisório foi assegurada com a redução de órgãos.