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Pipas prejudicaram fornecimento de energia para 750 mil residências mineiras em 2018

Soltar pipa é uma brincadeira muito popular em Minas Gerais, mas ela precisa ser acompanhada de perto pelos pais e responsáveis para não trazer riscos à segurança da população. Somente no ano passado, ocorreram 2.202 ocorrências na rede elétrica na área de concessão da Cemig,  prejudicando 750 mil unidades consumidoras, residenciais e comerciais. Destas, 131 foram na região Triângulo, afetando 30.168 unidades Consumidoras.

Nos primeiros quatro meses de 2019, na Região Triângulo, foram registrados 33 desligamentos provocados pelo contato de pipas com a rede elétrica, prejudicando mais de 3.724 famílias. O uso do cerol – mistura cortante feita com cola, vidro e restos de materiais condutores – é um dos principais causadores dos desligamentos, pois rompem os cabos quando entram em contato com a rede elétrica. Além disso, muitos curtos-circuitos são provocados pela tentativa de retirada de papagaios presos aos cabos.

De acordo com o engenheiro Segurança do Trabalho Demetrio Aguiar, da Cemig, alguns procedimentos devem ser adotados para que não haja risco à segurança nem ocorram interrupções no fornecimento de energia durante a brincadeira. “As pipas devem ser empinadas em locais abertos e afastados da rede elétrica. Jamais se usa fios metálicos ou cerol e, caso a pipa fique presa, não Se pode tentar resgatá-la”, orienta.

Ainda, Demetrio Venicio Aguiar alerta sobre os riscos de um tipo de cabo cortante feito em escala industrial, chamado de “linha chilena”, que, por ser um produto industrial, é mais perigoso que o cerol. Tanto o  cerol quanto a “linha chilena” podem causar acidentes graves com as pessoas que os manipulam e também ocasionar acidentes com terceiros, especialmente motociclistas.

Acidentes graves 

Demetrio Venicio Aguiar conta que a maioria dos acidentes acontece quando o papagaio fica preso na rede elétrica e as crianças tentam retirá-lo utilizando materiais condutores, como pedaços de madeira ou barras metálicas. O contato com a rede elétrica pode ser fatal, além do risco de queda em função da reação involuntária causado pelo choque elétrico.

Nesses casos, as consequências mais comuns são traumatismos, devido às quedas, e queimaduras graves por causa dos choques.

O engenheiro chama a atenção, ainda, para o fato de que o uso do cerol pode transformar uma simples linha de papagaio em um material condutor e provocar choque elétrico ao entrar em contato com a rede. Além disso, muitas crianças amarram as pipas com arames e fios. “São materiais altamente condutores de energia e que acabam sendo energizados quando tocam os cabos de energia, causando o choque elétrico”, explica Demetrio  Venicio Aguiar.

Crime e multa

A lei estadual 14.349/2002 proíbe o uso de cerol ou de qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipas, de papagaios, de pandorgas e de semelhantes artefatos lúdicos, para recreação ou com finalidade publicitária, em todo o território do Estado de Minas Gerais. Quem for flagrado usando cerol ou linha cortante está sujeito ao pagamento de multa, que varia de R$ 100 a R$ 1,5 mil, podendo ser agravada.

Além disso, quando menores são flagrados usando cerol e o material provoca acidente, os pais podem ser penalizados por danos a pessoa física, ao patrimônio público ou à propriedade privada.

Cemig alerta para os danos das queimadas ao sistema elétrico

As queimadas, mais frequentes nesta época do ano, podem causar interrupções no fornecimento de energia, trazendo transtornos para a população e para os serviços essenciais. Levantamento realizado pela companhia apontou que, apenas no ano passado, mais de 100 mil clientes tiveram o fornecimento de energia afetado por incêndios. Ao todo, foram cerca de 250 ocorrências de interrupção de energia, a maior parte delas na região Norte de Minas.

De janeiro a maio deste ano, foram registradas 44 interrupções causadas pelo fogo na área de concessão da empresa, sendo que a região Leste de Minas registrou o maior número. Durante o período, 5,3 mil clientes ficaram sem energia elétrica, após incêndios atingirem a rede elétrica.

Porém o número de ocorrência deve aumentar nos próximos meses, à medida que se reduz o volume de chuvas e diminui a umidade do ar. Para evitar e minimizar possíveis danos provocados pelo fogo, a Cemig realiza ações preventivas, investindo na limpeza de faixas de servidão, com poda de árvores e arbustos e remoção da vegetação ao redor dos postes e torres. A companhia também realiza inspeções em suas linhas de transmissão.

A empresa também lançou, este mês, uma campanha de prevenção de queimadas próximas às linhas de transmissão. As ações de conscientização previstas na campanha deste ano – com o tema “Queimadas: você pode evitar” – incluem a divulgação em TV, rádio e redes sociais, anúncios em jornal, outdoors e backbus, além de realização de palestras para a população. Foi preparada uma campanha específica para veiculação em áreas específicas, onde o problema for mais grave, abordando o aspecto criminal das queimadas ilegais na área de servidão das linhas de transmissão, que são protegidas por lei.

As queimadas podem provocar danos aos postes e cabos condutores, sendo necessário substituir equipamentos, o que provoca a demora na religação dos circuitos atingidos. De acordo com Césio Lima, engenheiro de manutenção da transmissão da Cemig, há ainda o risco de curtos circuitos, causados pelo aquecimento das proximidades dos cabos condutores. “Curtos circuitos decorrentes da ionização do ar devido ao aquecimento e fumaça provenientes de incêndio podem levar ao desligamento de linhas e subestações”, explica o engenheiro.

Além dos danos ao setor elétrico, as queimadas prejudicam a segurança dos motoristas, que têm a visibilidade das pistas comprometida e, no ambiente rural, reduzem a produtividade nas áreas de cultivo. Entre os problemas ambientais, vale destacar o impacto na fauna, já que queimadas florestais destroem o habitat natural e provocam a morte de animais.

Dicas importantes

De acordo com o engenheiro eletricista Demétrio Aguiar, da Cemig, a maioria dos incêndios continua sendo decorrente de práticas humanas imprudentes. “Uma das principais causas de incêndios florestais são as queimadas preparatórias de pastos e de terrenos para plantio, que se espalham rapidamente, especialmente no período seco. Além disso, o descarte de cigarros acesos na beira das estradas também ocasiona queimadas”, explica o especialista. “Garrafas descartadas incorretamente podem funcionar como uma lupa e dar início a incêndios a partir da incidência de raios solares”, completa.

Por isso, Demétrio recomenda que as pessoas devem apagar com água o resto do fogo em acampamentos, para evitar que o vento leve as brasas para a mata. Também não se deve realizar queimadas a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias e do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e de distribuição de energia. E nunca jogar cigarros acesos ou garrafas nas margens da rodovias .

Antes de realizar uma queimada, consulte o Instituto Estadual de Florestas (IEF) pelo telefone 0800 282 2323. A Cemig lembra que é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais. Em caso de incêndios, o Corpo de Bombeiros (193) e as Brigadas Voluntárias de Combate a Incêndios Florestais devem ser avisados o mais depressa possível.

Uso de máquinas agrícolas exige atenção redobrada com a rede elétrica, alerta Cemig

Fonte de renda e de desenvolvimento socioeconômico, a agricultura está presente na vida de muitos municípios de Minas Gerais. É justamente pela importância desta atividade econômica que a Cemig alerta para que os trabalhos no campo sejam realizados com segurança para evitar acidentes. Os riscos aumentam onde há  uso de máquinas agrícolas, como colheitadeiras, que chegam a atingir vários metros de altura, e podem tocar os fios da rede elétrica.

De acordo com  o engenheiro de Segurança do Trabalho Demetrio Aguiar, da Cemig, é imprescindível que o trabalhador mantenha sua atenção aos riscos do ambiente, antes de iniciar qualquer atividade no campo. Por exemplo, colheitadeiras e outras máquinas de grande porte jamais devem ficar sob os fios da rede elétrica. As barras do pulverizador devem ser abaixadas ao passar debaixo dos fios da rede elétrica.

Ao carregar ou descarregar os graneleiros, as pessoas devem prestar atenção à localização da fiação da rede elétrica e não deixar que nada se aproxime ou encoste nos fios. “Nunca utilize varas de bambu ou madeira para levantar cabos para a passagem de veículos e equipamentos. Aproximar ou tocar nos cabos pode causar sérios acidentes para as pessoas que estão próximas do local” – alerta.

Outra recomendação é evitar  transitar com o trator e outros veículos próximo dos cabos de aço que sustentam os postes, chamados de “estais”. Quando estes cabos arrebentam, o poste pode ceder, deixando os fios elétricos abaixo da altura regular. Quando o estai é removido propositalmente, ainda existe o risco de o fio tocar na parte energizada no alto do poste, provocando um choque elétrico.

Quando for necessário transportar as máquinas sobre caminhões apropriados, deve-se observar a altura de todo o conjunto de forma que as máquinas sobre o caminhão não atinjam a fiação que atravessa sobre vias públicas e rurais. “Mesmo as redes telefônicas e de dados que são bem mais baixas que as redes elétricas mas que estão nos mesmos postes podem oferecer perigo, pois se a máquina colidir com esses fios, pode ocorrer a quebra do poste que certamente irá cair sobre o caminhão e sobre as pessoas, colocando em risco a todos que estiverem próximos do local. Caso isso ocorra, os ocupantes do veículo (caminhão) deverão permanecer dentro da cabine até a chegada da Cemig. Somente em caso de incêndio, deve-se abandonar o veículo, saltando da cabine o mais longe possível com os pés juntos e evitando se aproximar de fios partidos” – orienta.

Se durante alguma manobra observar cabos ou condutores de energia rompidos, caídos ao solo, ligue imediatamente para o Fale com a Cemig – telefone 116.