Archives for

Educação

Estudantes do UNIARAXÁ têm artigos aprovados em maior Encontro de Engenharia de Produção do país

Estudantes EncontroDois artigos, desenvolvidos por estudantes do Centro Universitário do Planalto de Araxá (UNIARAXÁ), foram aprovados pela Comissão Avaliadora do Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP); e, serão apresentados na 39ª edição de evento. Os artigos são intitulados de “Aplicação da Metodologia A3, no processo de descarga de rocha apatita, no modal ferroviário”; e, “Simulação como procedimento de apoio e melhorias no processo de envase de ferro ligas”. Estes são produções de três estudantes do 9º e 10º Períodos, Cayo Eduardo da Silva Fernandes de Lima, Felipe dos Santos e Kiany Franciele Vaz, junto ao seus Orientadores.

O ENEGEP é o maior evento nacional, na área de Engenharia de Produção; e, será realizado dos dias 15 a 18 de outubro, na cidade de Santos, litoral do estado de São Paulo. Na categoria em que os artigos foram submetidos, as formas de apresentação variam entre pôster e apresentação oral; aqueles, realizados pelos estudantes do UNIARAXÁ, serão apresentados em formato oral; tendo 15 minutos para a apresentação de cada um dos trabalhos.

Para participar do evento, os artigos, primeiramente, precisaram ser submetidos à avaliação. Os critérios da avaliação vão desde o ineditismo até o número máximo de autores (cinco); bem como a formatação. Além disso, é necessário estarem enquadrados em uma das áreas e subáreas do ENEGEP. Os artigos em questão se referem às Áreas de Logística; Pesquisa Operacional; e, subáreas Transporte e Distribuição Física; e, Modelagem, Simulação e Otimização; e, foram aplicados em grandes empresas da região.

As outras Áreas de Conhecimento aceitas são: Engenharia de Operações e Processos da Produção; Engenharia da Qualidade; Engenharia do Produto; Engenharia Organizacional; Engenharia Econômica; Engenharia do Trabalho; Engenharia da Sustentabilidade; e, Educação em Engenharia de Produção.

Para o Orientador dos trabalhos, Professor Ricardo Moreira dos Santos Fonseca, essa participação “cria um elo entre o evento e a Instituição de Ensino Superior; e, quando os trabalhos são aprovados, esse elo reforça a qualidade do ensino e o ótimo desempenho do Corpo Docente e Discente”.

Os estudantes veem essa oportunidade como um reconhecimento ímpar pela dedicação e esforço; além de imensa alegria por participar de um evento célebre, nacionalmente; como conta Lima, que integra a autoria dos dois artigos. Para ele, a prática em pesquisas científicas é de fundamental importância, tanto para os estudantes, quanto para o setor produtivo.

Lima considera essa relação como uma via de mão-dupla. O setor produtivo ganha, com a possibilidade de otimização dos serviços; e, os estudantes ganham

em conhecimento e diferencial em suas bagagens, seja acadêmica, seja na carreira que se iniciará. Ele, também, aconselha a todos os alunos, que procurem pela Pesquisa Científica; e, defende que é, justamente, o alinhamento entre a teoria e a prática que faz o mercado girar.

Para o Professor Robinson Crusoé da Cruz, Orientador do artigo “Simulação como procedimento de apoio e melhorias no processo de envase de ferro ligas”, junto ao Professor Ricardo, “participar de Projetos de Pesquisa é um dos pilares que auxilia o aluno a questionar; buscar conhecimento e obter senso crítico; requisitos essenciais para profissionais que se destacam, no mercado de trabalho”.

Os melhores artigos, apresentados no evento, serão premiados. Além disso, todos os trabalhos serão publicados, nos Anais Eletrônicos do evento. Isso, como afirma o Professor Ricardo, gera uma visibilidade importante aos estudantes; e, pode até render frutos no ambiente de trabalho.

A programação dessa edição inclui palestras nacionais, internacionais, workshops, grupos de trabalho, painéis, minicursos, visitas técnicas e outros. O tema é: “Os desafios da Engenharia de Produção para uma gestão inovadora da Logística e Operações”. Estima-se que, aproximadamente, duas mil pessoas participem.

O evento é realizado pela Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABEPRO); e, consiste em um dos principais divulgadores da produção técnica e científica da área; tendo se consolidado, ainda, como fórum de discussão sobre questões pertinentes à Engenharia de Produção, em âmbito nacional; além de promover o intercâmbio do conhecimento acadêmico com o setor produtivo. Nele, reúnem-se a Comunidade Acadêmica, Professores, Estudantes, Empresários, Consultores, Engenheiros, Administradores e demais Profissionais da área.

700 pessoas passam pelo VIII Encontro de Campo Universitário

VIII Encontro de Campo UniversitarioA oitava Edição do Encontro de Campo Universitário aconteceu nos últimos dias 14 e 15 de junho. Realizado no Campo Experimental “Fausto de Ávila”, do Centro Universitário do Planalto de Araxá (UNIARAXÁ), o evento promoveu o Intercâmbio Técnico entre Estudantes do Curso de Agronomia – os anfitriões – e Estudantes do Ensino Médio de Araxá; quando lhes foram apresentadas as possibilidades da área. Também, compareceram ao evento representantes de empresas do setor privado, produtores rurais e profissionais da área.

De acordo com o Professor e Coordenador do Curso de Agronomia Rafael Assis, cerca de 700 pessoas passaram pelo local e puderam visitar os stands onde palestras sobre Nutrição de Pastagem; Pimentas Nucleares; Energia Fotovoltaica; Nematoides; Agricultura 4.0; Máquinas Agrícolas; Flores; e Qualidade da Bebida do Café aconteciam. Para a realização de um evento desse porte, a preparação dos estudantes foi iniciada meses antes, com o plantio do experimento; confecção da apresentação; treinamentos para uma correta apresentação; postura; e, trato com os convidados.

Além da troca de experiências entre os visitantes e os alunos do Curso de Agronomia, o Encontro, ainda, consiste em uma oportunidade de alargar a rede de contatos; aumentar competências, no que diz respeito à organização e ao trabalho em grupo. Uma Equipe do UNIARAXÁ esteve a postos, no primeiro dia do evento, a fim de conversar com os alunos do Ensino Médio sobre o passo que darão em suas vidas de estudantes, ao escolherem uma Graduação e uma Universidade.

Emoção tomou conta do penúltimo dia de Fliaraxá

Visita Zema PH Daniel Bianchini.jpegO governador Romeu Zema visitou o Fliaraxá na tarde do sábado (22) e saiu do evento encantado com o que presenciou. Ele passou cerca de duas horas percorrendo o festival e era visível o quanto se surpreendeu. “Acompanho desde o início e para mim, que sou araxaense, seria difícil imaginar que este festival pudesse crescer o tanto que cresceu. Principalmente, pelo que tenho escutado, em termos de prestígio e de impacto. Vou fazer de tudo, durante o meu governo, para que possa crescer ainda mais”, completou.

Durante a visita, Romeu Zema conheceu a família da estudante Ariana Emanuelly Martins dos Santos da Silva, uma das vencedoras do concurso de Redação Maria Amália Dumont. Em seguida, visitou o Caminhão Museu da UFMG, acompanhado da professora e curadora do Fliaraxá, Heloisa Starling, e também o Espaço CBMM.

O governador também fez questão de conhecer as duas livrarias. Passou pela Nobel, que é de Araxá e também pela Blooks. Romeu Zema conheceu os escritores Marina Colasanti e Ignácio de Loyola Brandão.

Um dos destaques do penúltimo dia do evento, foi a mesa realizada na tarde deste sábado (22), com o secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Marcelo Matte, a gestora cultural Marta Porto, e o jornalista Marco Antônio Lage.  “Estou muito impressionado com o volume de pessoas, com a diversidade da oferta, tem desde jazz ao vivo até vinho, foodtrucks, palestras, autógrafos, escritores extremamente relevantes do Brasil e do exterior. Enfim, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. É um festival espetacular, melhor e maior do Brasil, e merece todo o apoio para continuar existindo”, resumiu o secretário de Cultura, Marcelo Matte.

Ele também acompanhou a entrega do Prêmio de Redação e se emocionou bastante. “Não resisti ao ver uma menininha de 9 anos, que mora na área rural de Araxá, ganhar um prêmio em dinheiro pelo primeiro lugar no Concurso de Redação. Foi extremamente emocionante. Ela é uma menina pobre e contou na redação que nunca saiu do lugar onde nasceu, uma fazenda aqui da região, mas que ela viajava através dos livros que lê”, falou Marcelo. A menina é Ariana Emanuelly Martins dos Santos. Com a redação “Ler, viver e imaginar”, foi a vencedora do Prêmio na categoria onde concorrem crianças de 9 a 11 anos.

Prêmio de redação

Neste sábado (22/6), aconteceu a entrega do Prêmio de Redação Fliaraxá Maria Amália Dumont, um concurso entre as escolas de ensino médio e fundamental do município, públicas e particulares.

No palco, Tauane Pereira Silva não segurou as lágrimas. Ela foi a vencedora da categoria de 15 a 18 anos. Tauane tem 17 anos e é estudante do terceiro ano do ensino médio na Escola Estadual Vasco Santos. Na redação “Sem fronteiras”, escreveu que os livros são um mundo com mundos dentro.

Já na categoria de 12 a 14 anos, o vencedor foi Paulo Fernando Borges Fagundes, de 14 anos. Ele é estudante do 9º ano da Escola Estadual Antônio Corrêa de Oliveira. Escreveu a redação “Nosso mar de surpresas”. No texto, Paulo citou Dom Quixote de La Mancha e comparou a imaginação a águas de um rio.

Ariana Emanuelly Martins dos Santos da Silva foi a pequena grande vencedora da categoria 9 a 11 anos. A redação “Ler, viver e imaginar” encantou a todos com a sinceridade da menina, que se compara a Alice e que sonha em conhecer o País das Maravilhas.

Os primeiros lugares receberam o troféu e o prêmio no valor de R$ 1 mil reais, os segundos R$ 700 e, dos terceiros ao quintos, um certificado de participação. O Prêmio de Redação Fliaraxá Maria Amália Dumont é promovido anualmente pelo Fliaraxá. É feito entre as escolas de ensino médio fundamental do município. O objetivo é estimular a escrita, revelar talentos e incentivar a formação de novos leitores.

 

Confira abaixo a programação geral de domingo (23/06), último dia do Festival:

10h – Roda de Mulheres – Violência contra a mulher e micro-machismos – Ana Elisa Xavier, Celeste Moura, Melina Costa Veríssimo e Juliana Rage.  LOCAL

10h – Mostra de Cinema Filme: A Missa do Galo   CAMINHAO

11h – Conto e reconto: tradição e invenção – Marina Colasanti, Marco Haurélio e Leo Cunha – Cine Teatro Tiradentes         INFANTO

11h – Escola Vivace   MUSICAL

11h30 – Gastronomia mineira, patrimônio do Brasil – Steven Byrd e Mauro Manigilia (presidente do Clube da Cozinha) – Mediação Celso Alexandre       LOCAL

12h – Histórias com Fê Liz – Coreto INFANTO

13h – Desvendando o coach literário – Jovandir Batista e Katia Paiva – Mediador Paulo Martins.        LOCAL

13h – Sarau do Tamanduel  – Salatiel Silva e Grupo Fratelo – Palco Externo      INFANTO

13h – Sarau Tamanduel        MUSICAL

14h – Mostra de Cinema Filme: Quincas Borba      CAMINHAO

14h – Rumos da narrativa brasileira – Alice Ruiz e Marco Lucchesi         ADULTA

14h30 – Histórias com Lucrécia Leite – Coreto       INFANTO

15h30 – Batalha de MCs – Cultura na quadra         MUSICAL

15h30 – Novas e velhas linguagens – Cris Guerra, Aline Bei e Antônio Torres ADULTA

17h – Trio Murupi – FESTA JUNINA DE ENCERRAMENTO  MUSICAL

De ‘termas’ em ‘termas’, Agualusa chega ao Fliaraxá

Jose Eduardo Agualusa - CEMIG - Ph Daniel Bianchini (3)José Eduardo Agualusa e o Fliaraxá são conhecidos de muito tempo. O escritor angolano participou da primeira edição do Festival, em 2012, quando o projeto ainda engatinhava pra crescer e se tornar um dos principais do gênero no país. De lá pra cá, Agualusa rodou o mundo, lançou mais livros e… parou num hotel termas em Portugal para participar, na semana passada, também de um evento literário.

“É uma coincidência extraordinária porque no mundo inteiro devem haver apenas dois festivais de literatura em hotéis de termas e eu saí de um para vir parar em outro”, brinca o autor de “Teoria do Esquecimento” (2012) e “A Sociedade dos Sonhadores Involuntários” (2017), destacando que um dos diferencias do Fliaraxá é hoje ser realizado dentro de um hotel com estas características.
Entre um descanso e outro nas dependências no Grande Hotel Araxá, Agualusa terá uma agenda frenética durante o Festival. Esteve presente na abertura na quarta-feira. Na quinta, às 20h, participa da mesa “Democracia: Realidade e Ficção”, com Sérgio Abranches e Heloisa Starling. Na sexta (21), às 18h30, vai dividir suas experiências com Cristovão Tezza e o amigo Valter Hugo Mãe no debate “Ficção em África, Brasil e Portugal”. E no sábado (22), às 18h30, encontra-se com Conceição Evaristo e Leila Ferreira para discutir um tema que poderia ser título de um dos seus livros: “Escrever o Sentimento do Mundo”.
No vai e vem do Festival, José Eduardo Agualusa teve um tempinho pra conversar com o site sobre democracia, formação de público e, claro, literatura e imaginação. Leia a entrevista abaixo:
Você tem sonhado muito com a democracia? Como ela está no seu sonho. E como ela está quando você acorda?
Acho que há um recuo. A humanidade avança e neste avanço há pequenos recuos, sempre. Há refluxos de avanços. Estamos no momento de refluxo a nível global, quer dizer que houve um avanço grande de forças totalitárias, mas eu não creio que seja pra ficar. E acho que há avanços que foram conseguidos que já não há recuo para eles. Por exemplo, a questão da mulher, dos direitos dos homossexuais. Acho que embora existam forças conservadoras e arcaicas, não será possível recuar, já não iremos recuar. E também acho que é passageiro. No dia em que o Trump perder as eleições, e vai perder agora, muitos destes movimentos vão se esvaziar, não creio que tenham força real.
Como você avalia a evolução do Fliaraxá, já que esteve na primeira edição, há quase 10 anos?
É tudo diferente. Tem mais autores novos, é muito maior, o festival foi crescendo, virou uma tradição e está trazendo mais público. Nota-se que o público está mais sofisticado também. Estes festivais vão educando as pessoas. Muitas vezes, talvez, as pessoas não tinham o costume de ler, e elas começam a ler e a conhecer os autores e ter proximidade com eles. Então, há todo um movimento de sofisticação da própria sociedade, das próprias comunidades onde acontecem os festivais.
Qual o lugar da leitura no nosso imaginário? De que modo habitamos o mundo por intermédio da leitura?
Pra mim, ler são muitas coisas, mas sobretudo um exercício de alteridade, no sentido de que quando você lê um livro de ficção você está a se colocar-se no lugar do outro e, neste sentido, ler fortalece o nosso músculo da empatia e torna-nos mais empáticos, torna-nos mais próximos um do outro. Neste sentido, eu acredito que ler ficção melhora as pessoas.